A geração que cresceu ouvindo as músicas da Avril Lavigne

Por | 11 de agosto de 2017
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Hoje voltei a falar de música, pois nem só de séries vive o homem, não é mesmo? Mas não vou falar de nenhum lançamento, mas sim de uma cantora que definitivamente marcou não só uma época, mas uma geração de fãs. Quem aí não cresceu ouvindo as músicas da Avril Lavigne atire a primeira pedra.

Grande parte da minha geração, que hoje em dia tem menos de 25 anos, passou a adolescência ouvindo as músicas lindas e sofridas da Avril. A cantora canadense foi lançada no mercado musical ainda muito nova, aos 18 anos. Em meados de 2002 foi lançado o primeiro disco chamado Let Go, que em tradução para o português seria algo como “deixa pra lá”.

Na época do lançamento, o disco vendeu aproximadamente oito milhões de cópias somente nos Estados Unidos. O primeiro single do disco se chamava Complicated. QUEM NUNCA OUVIU ESSA MÚSICA? A letra basicamente fala de um cara que faz coisas complicadas, erradas, tenta se passar por outra pessoa e frustra a guria que é apaixonada por ele. Qual adolescente não ia se identificar com essa letra e com as paixões frustradas na época da escola?

I’m With You, que em tradução para o português seria algo como “Estou com você”, foi a primeira música que ouvi da Avril. Ela fez parte da trilha sonora da novela Mulheres Apaixonadas que foi exibida na Globo em 2003. Me lembro que essa música não parava de tocar no rádio.

A letra fala sobre estar perdido, tentar descobrir como é a vida, querer ir para um lugar novo. Aí te pergunto. Qual jovem não se sentiu assim pelo menos em um momento da adolescência? Acredito que a maioria. Essa é uma das minhas favoritas. E como ela faz parte do time de composição das músicas, são experiências que ela mesma passou e ainda passava na época que essas músicas foram lançadas. Por isso a tamanha identificação que os fãs tiveram e ainda tem com as letras.

Dois anos depois, em 2004, Avril lançou o segundo disco chamado Under my Skin, que em tradução para o português seria algo como “Embaixo da minha pele”. O disco também vendeu pra caramba. Foram aproximadamente 10 milhões de cópias ao redor do mundo.

Apesar de na época já ter 20 anos, as letras desse disco se assemelham muito ao anterior no que diz respeito a situações cotidianas que os jovens passam. Em Nobody’s Home, por exemplo, ela canta sobre uma guria que está perdida, sem fé, sem esperança, mas que quer voltar pra casa. Aí pergunto novamente, qual adolescente não sentiu esse turbilhão de sentimentos sem nem saber explicar o motivo?

My Happy Ending também foi single do disco. A letra fala sobre como um relacionamento não ter dado certo e não ter um final feliz. Quer trilha sonora melhor pra término de namoro? O que chamo atenção agora é para a sonoridade desses dois álbuns. São ambos cheios de referências do rock. Você só ouve guitarra, baixo e bateria nas melodias. E mesmo com essa simplicidade, as músicas são ótimas.

Muitos diziam há mais de anos atrás, que eram rockeiros por ouvir Avril. Haha Eu era um deles, confesso. Avril tinha essa imagem de menina revoltada, usava tênis, calça folgada, maquiagem escura. Não era difícil encontrar uma guria na rua que se inspirava nos looks dela.

Essa sonoridade rock e essa imagem de menina revoltada mudou em 2007 com o lançamento do disco The Best Damn Thing, mas toda esse período da juventude dela já estava na memória dos fãs e porque não dizer da história da música mundial. Hoje em dia eu ouço essas músicas com uma extrema nostalgia.

E posso dizer, Avril Lavigne marcou uma geração de incertezas, dúvidas, crises existenciais com músicas que retratavam justamente isso. Por fim, deixo para vocês ouvirem minha música favorita.

Guilherme Pesqueira
Guilherme Pesqueira

Pesqueira é jornalista. Aquariano, mas não liga para signo. BeyHive boy. Tenta ser fitness, mas sempre falha. Não resiste um convite para uma cerveja no bar. Curte música POP e o universo nerd desde a adolescência. Ah, ele acha o Batman o melhor super-herói que há.

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